É um dos maiores escândalos científicos de sempre e deita por terra os fundamentos da teoria do aquecimento global. A divulgação de documentos e comunicações privadas entre cientistas de topo colocou a descoberto manipulação de dados, tráfico de influências e perseguições. No estrangeiro foi descrita como das maiores notícias da década, mas em Portugal está a ser abafada pela comunicação social.
Paul Joseph Watson
Prison Planet.com
23 de Novembro de 2009
Multiplicam-se os apelos à realização de inquéritos independentes para investigar o escândalo científico que tem sido denominado de Climategate. Este escândalo está a arruinar as bases da teoria do aquecimento global, após a divulgação a 20 de Novembro de milhares de e-mails que provam uma manipulação concertada de dados por parte de investigadores com o objectivo de «esconder a descida» da temperatura do planeta.
O antigo chanceler britânico Lord Lawson foi uma das muitas personalidades a pedir uma investigação imparcial ao escândalo, que começou semanas antes da Conferência Climática das Nações Unidas em Copenhaga. «Dever-se-ia criar um inquérito público orientado por alguém totalmente respeitado para se obter a verdade», afirmou no programa BBC Radio Four Today.
Os e-mails foram divulgados após vários piratas informáticos penetrarem nos servidores da Climatic Research Unit (CRU), a unidade de investigação climática da Universidade de East Anglia, Norwich, no Reino Unido. O CRU é considerado como um dos principais centros de investigação da climatologia a nível mundial.
Os documentos e comunicações aos quais os piratas acederam revelam a forma como cientistas de topo conspiraram para falsificar dados e esconder a descida da temperatura global, sustentando a premissa de que a intervenção humana está a provocar alterações climáticas. Outros destacam a maneira como eles coordenam autênticas campanhas negras para ostracizar cépticos do aquecimento global e usar a sua influência para impedir que relatórios dissidentes apareçam em publicações científicas de revisão por pares (um processo utilizado na publicação de artigos e na concessão de fundos para pesquisas), assim como tácticas para fintarem os pedidos de divulgação de informação efectuados através da lei norte-americana Freedom of Information Act (Lei da Liberdade de Informação, ou FOIA).
Tal como esperado, a comunicação social internacional tem branqueado o escândalo, caracterizando os e-mails como «rancor» entre a comunidade climática e mostrando apenas os e-mails menos comprometedores, ignorando o verdadeiro significado do que foi revelado.
Organizações ligadas à CRU têm lançado uma campanha de terror psicológico com cenários apocalípticos, ilustrando o seu argumento através de vídeos animados de propaganda totalmente desfasados da realidade, onde mostram animais de estimação a afogarem-se e ursos polares gerados por computador a caírem do céu (invocando imagens das vítimas dos atentados de 11 de Setembro a saltarem das Torres Gémeas), quando na verdade o número de ursos polares está a aumentar.
«Um dos e-mails que está sob escrutínio foi escrito por Phil Jones, o director do CRU, em 1999: ‘Acabei de completar o truque da Mike’s Nature [uma revista científica] de aumentar as temperaturas para cada série dos últimos 20 anos (por exemplo, desde 1981) e desde 1961 para o Keith, de forma a esconder a descida’», noticia o London Telegraph.
O autor admitiu à Associated Press que o e-mail é genuíno.
Noutro exemplo, investigadores falam sobre dados que são «artificialmente ajustados para parecerem mais próximos das temperaturas reais». Aparentemente, as «temperaturas reais» são definidas pelos ‘líderes’ do aquecimento global.
Tal como escreve o ex-meteorologista Anthony Watts, as tentativas de afirmar que os e-mails «foram retirados do seu contexto», que é a defesa do CRU, não têm validade. «É possível afirmar-se que um e-mail escrito há anos atrás não está correcto por ter sido ‘retirado do seu contexto’, mas aqui temos um programador a deixar notas no código para que ele ou ela possa documentar o que esse código realmente faz nessa etapa, de forma a que quem mais tarde olhe para isso possa perceber a razão pela qual essa função não esteja representada a partir de 1960. Neste caso, as temperaturas não foram todas consideradas. Os dados das estações de crescimento (os meses de Verão, quando são formados novos anéis de crescimento nas árvores) após 1960 são ignorados porque ‘serão artificialmente ajustados para parecerem mais próximos das temperaturas reais’, o que implica um rotina de processamento de dados. Dêem-lhe as voltas que quiserem. Acredito mais nas notas deixadas por programadores do que na palavra de alguém que tem motivos para dizer que não há ali nada ‘suspeito’. Ou os dados mostram o que se passa na natureza ou não mostram. Dados que foram ‘artificialmente ajustados para parecerem mais próximos das temperaturas reais’ são dados falsos e geram resultados falsos.»
Outro e-mail mostra a forma de alterar os dados das temperaturas e corrigir «desvios» nos estudos de maneira a corresponder às expectativas, que é obviamente o pecado capital de qualquer estudo científico.
«Conspiração, conluio no exagero de dados sobre o aquecimento, possível destruição ilegal de informação comprometedora, resistência organizada à divulgação de dados, manipulação de dados, reconhecimento de erros nas suas reivindicações públicas e muito mais» foi revelado nos 61 megabytes de ficheiros confidenciais difundidos na internet para que todos possamos ver, escreve Andrew Bolt, jornalista do Herald Sun.
Outro e-mail celebra a morte do professor John L. Daly, um céptico do aquecimento global, com as palavras: «de certa forma isto é uma notícia fantástica.»
Noutra comunicação, o autor revela a sua fantasia de «dar uma bruta carga de porrada» nos cépticos do aquecimento global.
Em mais outra, os investigadores discutem formas de desacreditar o professor James Saiers da revista científica Geophysical Research Letters com uma caça às bruxas académica, devido às suas simpatias por cépticos do aquecimento global: «Se vocês acham que o Saiers está do lado dos cépticos do efeito de estufa, se nós conseguirmos encontrar provas documentais disso, podemos agir através de canais oficiais da AGU [União Geofísica Americana] e bani-lo.»
Outros e-mails mostram dúvidas sobre o aumento da temperatura global e concluem que os dados necessitam ser reinterpretados: «A verdade é que não conseguimos justificar o facto de não existir subida das temperaturas e isso é uma vergonha para nós. Os dados da CERES relativos a 2008 publicados no boletim de Agosto de 2009 da MAS [Sociedade norte-americana de Meteorologia] mostram que devia existir mais aquecimento: mas os dados devem estar errados. O nosso sistema de observação está desadequado».
Os cientistas discutem a melhor forma de esconder os dados históricos que contradizem a tese da alteração climática provocada pelo Homem, tal como o Período Quente Medieval, que de acordo com um e-mail deve ser «dissimulado».
Também é discutida a destruição de provas, com cientistas a resolver apagar e-mails comprometedores.
«E, talvez o mais perverso», escreve o jornalista do Telegraph James Delingpole, «uma longa série de comunicações onde se congemina a melhor forma de banir cientistas dissidentes de processos de revisão por pares. Como, por outras palavras, criar um ambiente onde qualquer cientista que discorde com o aquecimento global antropogénico seja posto de lado como um fanático, sem um pingo de credibilidade.»
Diz um dos e-mails revelados: «Esse foi o perigo de criticar os cépticos por não publicarem na ‘literatura de revisão por pares’. Então, eles encontraram uma forma para isso: controlar uma publicação científica! O que iremos fazer agora? Acho que temos de deixar de considerar a Climate Research como uma revista científica legítima. Talvez devemos encorajar os nossos colegas na comunidade de investigação climática para não enviarem mais trabalhos para essa revista, e nem sequer a citarem. Também temos de considerar o que iremos dizer ou pedir aos colegas mais próximos de nós que integram o conselho editorial dessa revista… O que é que vocês acham? (…) Eu irei mandar e-mails à revista para lhes dizer que não terei mais nada com ela enquanto não se livrarem desse editor incómodo. (…) Isto acontece porque esta revista tem vários editores. O responsável é um céptico bem conhecido na Nova Zelândia. Ele já deixou passar alguns artigos de Michaels e Gray. Troquei umas palavras sobre isto com Hans von Storch, mas não deu em nada. Esta é mais uma coisa para falar em Nice!»
Os cientistas também «discutem formas de se esquivarem a pedidos efectuados através da Lei da Liberdade de Informação [FOIA] para divulgarem dados relacionados com temperaturas», noticiou o Daily Mail.
Os e-mails mostram que os cientistas usavam favorecimentos e estratagemas com os representantes oficiais da FOIA para não serem forçados a divulgar dados: «Quando chegaram os pedidos feitos através da FOIA, o representante disse-nos que tínhamos de os cumprir», diz um e-mail. «Foram necessárias duas sessões de meia hora para o fazer mudar de ideias. (…) Quando eles perceberam o tipo de pessoas com que estamos a lidar, todo o pessoal na Universidade de East Anglia nos apoiou. Fiquei a conhecer muito bem o representante da FOIA e o chefe da biblioteca – que lida com recursos.»
É muito importante salientar que este breve resumo apenas mostra uma mera ponta da fraude monumental que foi exposta com os e-mails pirateados.
Este é um marco no princípio do fim do alarmismo do aquecimento global e da agenda para implementar medidas draconianas de controlo e regulação, assim como o lançamento da taxa global de carbono.
Muitas mais revelações foram feitas no seguimento desta fuga de informação, e o esforço desesperado dos políticos e da comunicação social em branquear e abafar toda esta polémica só irá piorar a sua situação.
Para saber mais:
O Watergate climático – farsa do aquecimento global a descoberto, artigo do site Pontas Soltas
Artigos do Expresso sobre o climategate
Ainda Orwell, artigo de opinião do investigador universitário Fernando Gabriel no Diário Económico
Base de dados de artigos estrangeiros sobre o climategate
Base de dados com os e-mails pirateados








