O bastonário da Ordem do Médicos, Pedro Nunes, recusou revelar se vai vacinar-se contra a gripe A. “Nunca respondo sobre matérias de natureza pessoal”, disse o responsável durante a apresentação da Fundação Portuguesa do Pulmão, em Lisboa, depois de afirmar que os médicos que não quiserem receber a vacina “não podem ser obrigados”.
‘Os médicos são cidadãos como os outros e, por conseguinte, não podem ser obrigados a fazer uma terapêutica se assim não o entenderem’, acrescentou.
Pedro Nunes sublinhou, contudo, que ‘não há nenhuma razão científica’ para não tomar a vacina. ‘Toda a evidência científica que possuímos é que a vacina é útil, sem riscos ou, pelo menos, com o risco normal de qualquer vacina’, disse.
Na qualidade de bastonário, referiu que não integra o grupo de cidadãos prioritários, nem como médico oftalmologista. Considerou, no entanto, que se estivesse entre os prioritários cederia o seu lugar a um doente.
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É apanhá-lo numa esquina e vaciná-lo três vezes, enfiando-lhe pelas goelas abaixo meio quilo de Tamiflu. O país não se pode dar ao luxo de prescindir de um bastonário deste calibre.